Janeiro Branco: a saúde mental também merece cuidado durante o tratamento do câncer

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5 de dezembro de 2025

O Janeiro Branco é uma campanha dedicada à conscientização sobre a importância da saúde mental.

Assim como o início de um novo ano simboliza recomeços e novas possibilidades, o mês convida à reflexão sobre como temos cuidado das nossas emoções ao longo da vida.

Quando falamos em câncer, isso se torna ainda mais essencial. Continue a leitura e entenda melhor a respeito!

O impacto emocional do diagnóstico e do tratamento

Receber um diagnóstico de câncer provoca uma avalanche de sentimentos. Medo, insegurança, tristeza, revolta, ansiedade e até culpa podem surgir — muitas vezes todos ao mesmo tempo.

Ao longo do tratamento, essas emoções podem se intensificar diante de exames, efeitos colaterais, mudanças na rotina, no corpo e na vida pessoal.

Vários momentos na trajetória do tratamento do câncer trazem a necessidade de elaborar lutos. O diagnóstico, a necessidade de um tratamento cirúrgico, de uma quimioterapia, a perda de cabelo, entre outros.

É importante reforçar: sentir tudo isso é humano e esperado. Elaborar e passar por cada etapa de luto de cada fase possibilita a mente se organizar e processar o que está acontecendo, e fechar os ciclos.  O tratamento oncológico não afeta apenas o corpo; ele também impacta profundamente a mente e as emoções.

Por que cuidar da saúde mental faz parte do tratamento?

A saúde emocional influencia diretamente a forma como o paciente enfrenta o tratamento, lida com as adversidades e mantém sua qualidade de vida.

Quando as emoções não recebem atenção, podem surgir quadros de ansiedade, depressão, isolamento social, distúrbios do sono e até dificuldade de adesão ao tratamento.

Cuidar da saúde mental não significa “pensar positivo o tempo todo” ou ignorar a realidade. Significa acolher sentimentos, respeitar limites e buscar apoio quando necessário.

Desafios emocionais mais comuns durante o tratamento oncológico

Podemos citar:

– medo do futuro e da evolução da doença;

– medo dos efeitos colaterais do tratamento

– ansiedade antes de consultas e exames;

– alterações na autoestima e na imagem corporal;

– sensação de perda de controle;

– cansaço emocional e mental.

Cada paciente vivencia esses desafios de forma única, e não existe uma maneira “certa” de sentir.

Como priorizar a saúde emocional durante o tratamento

Algumas atitudes podem ajudar a cuidar da mente ao longo desse processo:

– permitir-se sentir e falar sobre as emoções;

– manter uma rede de apoio com familiares e amigos;

– respeitar limites físicos e emocionais;

– criar pequenas rotinas de autocuidado, dentro do que for possível;

– evitar comparações com outras histórias ou tratamentos

Esses cuidados não eliminam as dificuldades, mas ajudam a tornar o caminho mais leve e seguro.

A importância do suporte psicológico

Em muitos momentos, o apoio de um profissional de saúde mental faz toda a diferença. Buscar acompanhamento psicológico ou psiquiátrico não é sinal de fraqueza, mas sim de autocuidado e responsabilidade com a própria saúde. Isso ajuda o paciente a:

– lidar melhor com o diagnóstico;

– enfrentar o tratamento com mais recursos emocionais;

– desenvolver estratégias para momentos de ansiedade, medo, tristeza, etc;

– atravessar esse período com mais acolhimento e equilíbrio.

Quando indicado, o acompanhamento com um psicólogo ou psiquiatra deve ser visto como parte do tratamento oncológico, assim como exames, medicamentos e consultas médicas.

Um cuidado que vai além do corpo

No Janeiro Branco, o convite é claro: olhar para a saúde mental com o mesmo carinho e atenção que dedicamos à saúde física.

Paciente oncológico: você não precisa ser forte o tempo todo. E lembre-se: existe uma rede de apoio pronta para ajudar, incluindo nós, médicos, e os psicólogos.

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