
O mês de março ganha a cor lilás para nos lembrar de um compromisso essencial: o cuidado com a saúde feminina.
O câncer de colo do útero é o terceiro tumor mais frequente entre as mulheres no Brasil, mas a boa notícia é que ele pode ser evitado, além de possuir altas chances de cura se detectado precocemente.
Neste artigo, eu trouxe mais informações sobre a doença, as formas de prevenção e os sinais de alerta. Confira!
A principal causa (em mais de 90% dos casos) é a infecção persistente por alguns tipos de HPV (papilomavírus humano), sexualmente transmissível. Ele pode ser contraído tanto no contato genital-genital quanto genital-oral.
Embora a maioria das pessoas entre em contato com o vírus em algum momento da vida sem desenvolver a doença, em alguns casos ele provoca alterações celulares que, se não tratadas, podem evoluir para o câncer ao longo de anos.
Alguns fatores podem aumentar a vulnerabilidade ou a persistência da infecção pelo HPV:
– início precoce da vida sexual e múltiplos parceiros;
– não usar preservativo (mesmo que proteja apenas parcialmente);
– deixar de se imunizar contra o vírus;
– tabagismo: o cigarro dificulta a defesa do organismo contra o HPV;
– baixa imunidade: condições que fragilizam o sistema imunológico.
A prevenção é dividida em duas frentes principais:
– vacinação contra o HPV: disponível gratuitamente no SUS para meninas e meninos (9 a 14 anos) e imunossuprimidos. Além disso, na rede particular, a vacina pode ser feita por pessoas até os 45 anos de idade que ainda não se imunizaram. É a forma mais eficaz de evitar a infecção pelos tipos mais agressivos do vírus.
– exame de Papanicolau: o famoso “preventivo”, que deve ser realizado anualmente por mulheres que já iniciaram a vida sexual. Ele detecta lesões precursoras que podem ser tratadas antes de virarem câncer;
– uso de preservativo que, apesar de proteger parcialmente, é uma das armas contra o HPV.
Nas fases iniciais, a doença costuma ser silenciosa, por isso os exames de rotina são essenciais. Mas, em estágios mais avançados, podem surgir:
– sangramento vaginal fora do período menstrual;
– dores abdominais ou na região pélvica;
– secreção vaginal com odor ou coloração atípica;
– desconforto ou sangramento após a relação sexual.
Importante: a presença desses sintomas não significa necessariamente câncer, mas é um sinal de que você deve procurar seu ginecologista para uma avaliação detalhada.
O Março Lilás é um convite para olhar para si mesma. Previna-se, mantenha seus exames em dia e incentive as mulheres ao seu redor a fazerem o mesmo. O diagnóstico precoce salva vidas.
Você já realizou seu check-up este ano?